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Número de mulheres sobre duas rodas cresce 35% no país

27-04-10

Em Minas, alta foi de 27,5%; veículo é preferido para fugir de engarrafamentos

Seja para evitar o trânsito caótico, simplesmente por adrenalina ou mesmo para reduzir despesas com transporte, as ruas das cidades brasileiras têm ganhado um charme a mais. São as mulheres que, cada vez mais, conquistam um espaço antes ocupado em sua maioria pelos homens sobre as motocicletas. Dados de Departamentos Estaduais de Trânsito (Detrans) pelo país revelam um crescimento de até 35% no número de habilitações para pilotar motos concedidas a mulheres, entre 2008 e 2009.

Em Minas, a evolução foi de 27,5%. Em 2008, 124.579 novas habilitações foram emitidas para mulheres motociclistas - em um total de 4.038.119 documentos. Em 2009, foram 158.909 carteiras num universo de 4.426.395.

A instrutora de motoescola Érica Almeida, 28, conta que, de maneira geral, as mulheres aprendem a pilotar moto para ter uma alternativa ao carro. Segundo ela, quando começou no mercado, há quatro anos e meio, elas representavam 25% do total de seus alunos. Hoje, metade dos candidatos são mulheres. Dependendo da época, temos mais mulheres. O movimento feminino cresceu muito de uns dois anos para cá. Raramente, temos menos da metade de mulheres treinando , disse Érica. Dados da autoescola em que a instrutora trabalha, na região Nordeste da capital, mostram a forte presença das mulheres. Nos três primeiros meses deste ano, foram 44 exames, 19 deles com mulheres.

Seguros são até 20% mais baratos

O aumento do número de mulheres que optam pelo transporte sobre duas rodas pode significar mais segurança no trânsito. Prova disso é que os seguros vendidos para as mulheres chegam a ser 20% mais baratos. Rogério Alvarenga, da seguradora Allianz, explica que as mulheres são mais cautelosas e zelam mais pelo patrimônio. A curva de estatística mostra que a possibilidade de acidente com mulher é menor. Por isso, a diferença. E também por isso nós preferimos ter mulheres como clientes , afirmou.

O psicólogo da UFMG Gildo Scalco confirma que as mulheres representam tempos mais calmos nas ruas. Segundo ele, o crescimento do número de mulheres em motos está ligado à emancipação feminina em todos os níveis: econômico, social e político. É o despertar de uma sociedade machista. É bom porque as mulheres são mais sensíveis, mais prudentes e têm mais medo; um medo positivo , diz.

Fontes: Matéria retirada do site Abraciclo em 26.04.2010


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